Momo e o Senhor do tempo
Momo e o Senhor do tempo (setembro)
De quanta terra precisa um homem? e outras histórias (outubro)
A revolução dos bichos (novembro)
Um conto de Natal (dezembro)
Em seus passos o que faria Jesus? (janeiro)
Duas peças de Eurípides (Alceste e Medeia)
Estas são duas peças trágicas do mesmo autor, Eurípides, mas diametralmente opostas: uma, Alceste, retrata a melhor mulher, aquela que vai ao extremo do sacrifício; outra, Medeia, a pior, que sacrifica o que há de mais precioso. Uma leitura vinda diretamente da Grécia antiga e que ainda ensina muito aos nossos dias. Breve, mas intensa.
Duas peças pelo preço de uma e meia.
Claro Escuro — Gustavo Corção
Uma série de ensaios de um dos maiores escritores recentes da nossa história a refletir sobre a sacralidade do matrimônio e a chaga do divórcio – que se procurava legalizar no país naqueles dias.
Grandes Esperanças — Charles Dickens
Um menino pobre, Pip, cresce acreditando que a felicidade mora na ascensão social e no refinamento exterior. À medida que amadurece, ele descobre que muitas promessas que parecem salvação são, na verdade, enganos sutis.Trata-se de um romance sobre desilusão, consciência moral e o lento aprendizado do que realmente tem valor.
Conselhos a uma recém-casada — Alice Von Hildebrand
Cartas ficcionais em que a querida Lily (Alice) aconselha sua afilhada em seus primeiros tempos de casamento. Uma obra que, assim como sua autora, é cheia de sensibilidade e repleta de generosos e úteis conselhos a todas as mulheres, sejam elas recém-casadas ou não.
Mulherzinhas — Louisa May Alcott
Uma das histórias que mais recomendo, pois nos traz uma imagem um tanto vívida de como é de fato uma família cristã funcional em que a mãe precisa conduzir suas quatro filhas e o cuidado com casa enquanto o pai está ausente em função da guerra.
Duas peças de Shakespeare (A megera domada e O mercador de Veneza)
Duas peças do gênio inglês que exploram, por caminhos distintos, as tensões entre amor, poder, dinheiro e justiça. Em A megera domada, Shakespeare constrói uma comédia provocadora sobre casamento, linguagem e autoridade, em que o embate entre temperamentos revela mais sobre convenções sociais do que sobre vitória ou derrota entre os sexos. Já O mercador de Veneza é um drama ambíguo e profundo sobre contratos, misericórdia e vingança, no qual a aplicação fria da lei entra em choque com a exigência moral da compaixão.
Duas peças pelo preço de uma e meia.
Madame Bovary — Gustave Flaubert
Um romance para extirpar toda e qualquer fantasia romântica. Emma Bovary tenta moldar a vida aos sonhos que aprendeu nos livros ruins, confundindo amor com êxtase e desejo com sentido. Flaubert expõe, com precisão implacável, como a recusa da realidade pode conduzir ao vazio, à ruína moral e ao desespero.
Moll Flanders — Daniel Defoe
Eis a vida de uma mulher que, desde muito cedo, aprende a sobreviver num mundo que raramente lhe oferece escolhas justas. Entre casamentos, perdas, crimes e fugas, Moll constrói sua existência movida mais pela necessidade do que pela virtude. Do mesmo autor de Robinson Crusoé, Moll é um extenso retrato da fragilidade humana, da ambiguidade moral e da esperança de redenção, ainda que tardia.
Amor que dá a vida — Kimberly Hahn
Um livro que quase dispensa apresentações. Kimberly Hahn – ex-protestante convertida ao catolicismo – narra, com honestidade e delicadeza, o caminho de amadurecimento que transforma o casamento em lugar de entrega real e fecunda. É um testemunho sobre como a abertura à vida reordena o amor, purifica as intenções e dá densidade à vocação matrimonial.
Confissões de Santo Agostinho
Inaugurando o gênero autobiográfico na história, Santo Agostinho narra a própria vida como uma longa busca por Deus, marcada por erros, inquietações e desejos desordenados. Ao revisitar suas memórias, ele reconhece a ação paciente da graça que o conduziu da dispersão interior à Verdade. Trata-se de um livro sobre conversão, humildade e o repouso da alma que só se encontra quando retorna à sua origem.
A Letra Escarlate
Uma história sobre culpa exposta e consciência silenciosa. Hester Prynne carrega publicamente a marca do pecado, enquanto outros preservam a aparência da virtude às custas da própria alma. Hawthorne revela que o verdadeiro castigo não é a vergonha visível, mas a corrupção interior escondida sob o disfarce da retidão.
A festa de Babette
Um brevíssimo e deliciosíssimo conto da autora dinamarquesa Karen Blixen sobre como a graça, comunicada de forma inesperada, transforma sem pedir permissão. Por meio de um banquete oferecido como dom, Babette revela que a verdadeira arte não calcula retorno nem reconhecimento. Uma história sobre gratuidade, sacrifício e a alegria inesperada que nasce quando alguém ama até o fim.
A história da minha vida — Hellen Keller
Uma das autobiografias mais surpreendentes e impensadas já escritas, na qual a autora narra como, após uma doença grave na primeira infância que a deixou cega e surda – ainda antes de aprender a falar! –, precisou reaprender a habitar o mundo. Com a ajuda decisiva de sua professora, Helen Keller descobre a linguagem como ponte entre o silêncio imposto pela enfermidade e a realidade exterior. Um testemunho sobre inteligência, perseverança e a dignidade humana que pode florescer mesmo quando quase todos os sentidos são negados.
O Véu Pintado — W. Sommerset Maugham
Um romance sobre ilusão, orgulho e amadurecimento moral. Ao acompanhar Kitty Fane em um casamento construído sobre vaidade e expectativas vazias, Maugham revela como o sofrimento pode rasgar o véu das fantasias e expor a realidade de si mesmo. É uma narrativa sóbria sobre transformação interior, responsabilidade e a possibilidade de redenção quando a vida já não permite enganos.
Genoveva de Brabante — Cônego Schmid
Originalmente nascida como lenda, mas formalizada em sua forma escrita no século XIX, Genoveva traz uma verdadeira lição sobre confiança em Deus em meio às mais extremas adversidades. Uma história infantojuvenil profunda, escrita pelo Cônego Schmid, que narra a injusta perseguição sofrida por uma mulher virtuosa, caluniada e expulsa do convívio humano.
Isolada na floresta com seu filho recém-nascido, Genoveva sustenta-se pela fé, pela inocência e pela Providência. Trata-se de um relato sobre pureza de coração, paciência no sofrimento e a certeza de que a verdade, mesmo tardia, acaba por se revelar.